Cinza
Me sinto cinza
Quase preto
Ausente de qualquer outra cor
Cores que se afastam
Que são repelidas
Como podem ter dias tão coloridos e outros tão incolores?
Acho que as cores se esqueceram de mim
Ou fui eu que me esqueci delas?
Ou sou eu que não sei mais usá-las?
Dentro e fora
Tudo cinza
E na cabeça onde moram os sonhos
Cores das mais diversas
Prestes a explodir!
O que eu vivo, o que eu não vivo, realidade se mistura com fantasia, relatos da mente e da vida, o que aconteceu, o que não aconteceu, o que poderia acontecer, as vezes sou eu as vezes não, mas sempre há um fragmento meu, um pedaço de mim misturado com o pedaço de um outro alguém.
terça-feira, 29 de junho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
matar X deixar morrer
Essa semana assistindo ao programa Café Filosófico na Tv Cultura, me deparei com o seguinte questionamento sobre o matar x deixar morrer, qual deles seria o mais cruel?
Antigamente quando me perguntavam se eu era contra ou a favor da pena de morte, eu respondia que sim era a favor, mas hoje não sou , pois a pena de morte não resolve o problema. Ela pode eliminar o causador do problema, mas não elimina o problema em si, que é algo muito mais em baixo.
Acredito que o mais cruel que a pena de morte seja o deixar morrer, que é a política adotada em nosso país. O deixar morrer nas prisões, o deixar morrer de fome, deixar morrer de frio, o deixar morrer de miséria, o deixar morrer pela exclusão, pelo abandono, pelo esquecimento, isso sim é muito mais cruel do que a pena de morte.
Quantas e quantas pessoas estão sendo deixadas morrer nesse momento no nosso país e no mundo?
sexta-feira, 21 de maio de 2010
O que te move?
Fiz uma grande descoberta essa semana
Descobri o que me move, pra tudo na vida
A paixão
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Gosto do quê?
As vezes me pergunto: do que eu realmente gosto?
Gosto do que o outro gosta ou gosto do que eu gosto?
Gosto do que o outro gosta por que há um pouco dele em mim?
Ou ele gosta do que eu gosto por que há um pouco de mim nele?
São pessoas que passam pela gente e vão deixando fragmentos
Compartilhando fragmentos que fazem meus olhos brilharem e querer cada vez mais
Querer cada vez ir mais fundo
Conhecer e explorar cada pedacinho, cada partícula
E tudo vai sendo registrado e impresso na minha mente e corpo
Euforia como a de uma criança descobrindo o mundo pela primeira vez
É só abrir os olhos e pronto, você tem um mundo inteiro na sua frente te esperando para ser desvendado
É, acho que já tenho a resposta para a minha pergunta...
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Sentimentos livres
Ontem eu estava lendo a matéria de capa da revista Super Interessante desse mês, que fala sobre o amor, o início, meio e fim de um relacionamento. Falava de como funciona o nosso corpo quando nos apaixonamos, o que acontece no meio do relacionamento e até a crise dos 7 anos que geralmente leva ao fim do relacionamento, ou qual o segredo de alguns casais serem exceções. Também falava do porque mulheres são atraídas por um tipo X de homem e porque os homens são atraídos por um tipo Y de mulher. Enfim, falava de muitas coisas relacionadas ao relacionamento amoroso entre homem e mulher, e tudo sendo analisado e respondido com base em pesquisas científicas. Algumas coisas sim fazem sentido, é uma matéria curiosa eu diria.
Mas acho que tentar "simplificar" os sentimentos humanos com respostas dadas pela ciência não é o caminho. Responder cientificamente o porque de ser atraído por esse e não pelo outro, responder cientificamente sobre o desgaste da relação e sobre seu fim. E as pessoas que fogem a essa "regra" científica, os considerados exceções, como a ciência me explica isso?
Acho o ser humano uma espécie curiosa ao extremo, ser curioso é bom, mas acho que precisa ter um senso. Queria saber por quê raios, todas as coisas do mundo, sejam elas físicas ou não, precisam necessariamente de uma explicação científica?
Parece que a ciência tem que ter uma resposta pra TUDO, se não tiver o aval da ciência não é certo. Que mania chata do ser humano ter que fazer com que tudo seja concreto. Parece que tornar tudo concreto faz com que possa ser mais fácil controlado e dominado.
O fato é que o ser humano tem pavor de tudo aquilo que ele não domina. Tem pavor do desconhecido e daquilo que ele não tem como explicar ou comprovar.
O segundo fato é que sentimentos, são sentimentos e não importa por qual veia, ou nervo cerebral o sentimento W percorre. Se é amor, é amor, se é ódio, é ódio, se é alegria, é alegria, pronto, simples assim!
Aliás, simples nada, pois lidar com esse turbilhão de sentimentos que nos percorre dia-a-dia, mudando a cada minuto não é fácil. Então acho muito mais produtivo e eficaz, pra todos e pra si mesmo, tentar entender e trabalhar esses sentimentos, do que perder tempo tentando achar respostas (que pra mim são mais desculpas pra não encarar a real) científicas.
Os sentimentos estão aí pra serem sentidos, vivenciados e compartilhados, des dos mais belos aos mais grotescos, des dos mais suaves aos vicerais. Utilizar a ciência neste caso, é tirar nossa sensibilidade, mais do que já estamos (a maioria) insensíveis a tantas coisas que acontecem ao nosso redor.
Já que não temos a liberdade com a qual tanto sonhamos, tenhamos pelo menos os nossos sentimentos livres!
terça-feira, 4 de maio de 2010
Estrela você
Em noites de calor com céu estrelado
Gosto de deitar ao ar livre e olhar o céu
Brinco de dar nomes às estrelas
Des dos mais comuns até os inventados
Mas sempre, sempre tem uma estrela que brilha mais
Já reparou?
Não importa a noite
Não importa o lugar
Sempre tem uma estrela entre as outras que brilha mais
E essa estrela pra mim sempre tem um nome fixo
VOCÊ!
Gosto de deitar ao ar livre e olhar o céu
Brinco de dar nomes às estrelas
Des dos mais comuns até os inventados
Mas sempre, sempre tem uma estrela que brilha mais
Já reparou?
Não importa a noite
Não importa o lugar
Sempre tem uma estrela entre as outras que brilha mais
E essa estrela pra mim sempre tem um nome fixo
VOCÊ!
sábado, 1 de maio de 2010
Abra a porta
Portas abertas
Para o novo entrar
Para o velho sair
Renovar o ar
Nessa constante mutação
Entra
Sai
Algo sempre fica
No corpo
Na alma
Na memória
Que o vento um dia se encarrega de levar
Para o novo entrar
Para o velho sair
Renovar o ar
Nessa constante mutação
Entra
Sai
Algo sempre fica
No corpo
Na alma
Na memória
Que o vento um dia se encarrega de levar
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